Fotografia em jpeg

 

“Hum… mas a foto!  É gostoso de lembrar…  Nem lembro como consegui.

Olha o jeito do pai… o seu avô era forte… era italiano e a vó gaúcha… brava!

Ah, gostaria de ter aproveitado mais!

Quando você é pequeno assim, não entende como são as coisas, não se importa… Mas o tempo passa e depois você pensa que poderia ter ficado mais com eles!

Hoje, se você for visitar os terrenos, eles foram cercados e vendidos; não é mais como antes. Como chamam? Chácaras né… há muitas… Não sobrou nada daquela época.

Meu avô, quando ia comprar os terrenos era assim…, falava desse modo mesmo: “Eu vou comprar o seu terreno, pagarei daqui a alguns dias, deixarei um fio do meu bigode em troca…” Era assim.

E pegava o fio do bigode e pagava mesmo no tal dia. Não é igual hoje; tudo no papel, que assinamos e, mesmo assim, é perigoso dar calote.

Naquela época, o pessoal falava e trato era trato.”

 

Entrevistado: Odair Pires

Entrevistadores: Isabela Amaro, Jéssica Pires, Samara Almeida

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s